Este projeto propõe o funk como prática de reexistência afrodiásporica, anticolonial e transfeminista, compreendendo o corpo periférico como território de disputa, memória e invenção. Em oposição às lógicas coloniais que hierarquizam saberes, corpos e territórios, afirma-se o funk como tecnologia de produção de conhecimento situada nas experiências negras, periféricas, travestis, trans e dissidentes. A partir de uma perspectiva interseccional, o projeto articula raça, gênero, sexualidade, classe e território, reconhecendo a dança como prática coreopolítica que desestabiliza normas cisheterobrancas e produz modos insurgentes de existir. Mais do que formar, trata-se de conspirar: produzir coletivamente fissuras nas estruturas que regulam quem pode dançar, saber e existir.
Jovens periféricos, estudantes universitários e pessoas interessadas em práticas culturais urbanas, com atenção especial a sujeitos historicamente marginalizados (população negra, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e corpos dissidentes).
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