Atuando desde 2007, o Núcleo de Telemedicina e Telessaúde da Faculdade de Medicina da UFG, vinculado ao Ministério da Saúde, vem atuando como Núcleo Técnico Científico do Estado, desenvolvendo o Projeto Telessaúde Goiás em parceria com o Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), Escola Técnica do SUS (ET-SUS) e o Conselho dos secretários municipais de saúde (COSEMS), trabalhando na implantação, desenvolvimento e construção do SUS Digital no Estado de Goiás, atuando em 226 municípios do estado de Goiás (de um total de 246), abrangendo 1.655 pontos de presença em Unidades Básicas de saúde (UBS), com 2.289 equipes de saúde da família conectadas, abrangendo mais de 6230 profissionais de saúde. Além do Estado de Goiás, o NUTTs presta teleassistência a municípios de outros Estados do Brasil. A teleoftalmologia, ramo da telemedicina dedicado à avaliação remota das condições oculares, tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para ampliar o acesso e qualificar o cuidado oftalmológico, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). No Brasil, sua adoção tem ocorrido de forma progressiva, impulsionada fortemente pelos programas públicos do Ministério da Saúde, como o Telessaúde Brasil Redes. Iniciado em 2009, o Programa Nacional de Prevenção às Principais Causas de Cegueira (PNPCC) foi proposto pelo Núcleo Goiás para propiciar o diagnóstico precoce de Retinopatia Diabética (maior causa de cegueira prevenível), Catarata (maior causa de cegueira curável), Glaucoma (maior causa de cegueira irreversível) e Degeneração Macular Relacionada à Idade (maior causa de cegueira central em pacientes idosos). Atualmente, o PNPCC atende equipes de saúde da família de 16 Estados brasileiros, estando em pleno funcionamento.
Medico docente da Faculdade de Medicina
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